Iniciativas Inspiradoras

Vencedor da Categoria Educação Profissional e Técnica

Programa de Inclusão Social Produtiva

Capacitação profissional e geração de renda

Categoria prêmio LED:

Educação Profissional ou Técnica

Âmbito de atuação:

Municipal

Localidades:

Rio de Janeiro

Público do projeto:

Famílias que vivem em situação de extrema vulnerabilidade social nas comunidades mais violentas do Rio de Janeiro e sem acesso à educação, à saúde e a outros direitos básicos, com perfil de renda abaixo do indicador de extrema pobreza.

Tags: Famílias; populações vulneráveis

Pessoas impactadas:

Mais de 12 mil pessoas capacitadas e atendimento a mais de 11 mil famílias, beneficiando mais de 42 mil pessoas desde 2008.

Resumo

O Programa de Inclusão Social Produtiva é uma inovação na educação profissional, pois utiliza uma metodologia própria que foi desenvolvida para atender exclusivamente as carências pessoais e laborais das pessoas que vivem na extrema pobreza e não possuem acesso a uma formação pessoal e/ou profissional. A metodologia não aborda somente a capacitação técnica, mas também desenvolve as habilidades socioemocionais como autoestima, autoconfiança, superação de dificuldades e autoimagem positiva, possibilitando a prática de atitudes necessárias para atingir objetivos e enfrentar adversidades. O foco é direcionado mais para a potência das pessoas do que para suas vulnerabilidades, apostando no desenvolvimento socioemocional aliado à capacitação técnica e no incentivo ao empreendedorismo. A iniciativa é pioneira no combate à pobreza e à redução da desigualdade social no Rio de Janeiro, com excelentes resultados no aumento da renda mensal per capita das famílias dos participantes.
Um dos seus diferenciais é a união da metodologia de inclusão social produtiva com o sistema automatizado de monitoramento e gestão de resultados, metas, indicadores e impacto. Esse modelo de operação é diferenciado, inédito e pioneiro no terceiro setor, e justamente por isso tem sido utilizado como benchmarking para outras organizações e como inspiração para a elaboração de políticas públicas pelos governos dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Por meio dele é possível comprovar que o programa tem atuado de forma transformadora na vida de seus públicos prioritários: quase 90% das pessoas matriculadas no programa são mulheres, cerca de 65% dos participantes fazem parte de programas de transferência de renda, 80% são pessoas negras e pardas, e mais de 90% tinham renda zero por meio de trabalho formal ou informal exercido por, no mínimo, três meses.

Replicabilidade da experiência

Objetivo

Contribuir para a redução da desigualdade social e promover o desenvolvimento humano de famílias residentes nas comunidades do Rio de Janeiro, por meio da capacitação para o trabalho, geração de renda e fortalecimento das lideranças comunitárias.

Problemas enfrentados pelo projeto

Criar oportunidades para a geração de trabalho e renda para quem vive em situação de vulnerabilidade; ampliar o acesso à educação; planejar métodos de abordagem e de ensino para mulheres negras de baixa renda, mais expostas aos crimes de violência letal e/ou sexual; ampliar a conscientização dessas mulheres sobre direitos humanos e cidadania, desenvolver a autoestima e criar redes de apoio; transformá-las em empreendedoras; transferir conhecimento e metodologia para que outras organizações implementem programas de geração de renda com resultados efetivos.

Descrição da Atividade

A iniciativa oferece uma formação diferenciada que desenvolve habilidades socioemocionais, educação profissional e um curso de especialização em empreendedorismo.

Com o aumento do desemprego e diminuição da oferta de vagas de trabalho formal, o projeto aposta no empreendedorismo como alternativa disponível para uma parcela crescente da população e enxerga nas mulheres um grande potencial para o investimento social, na tentativa
de reduzir a pobreza e as desigualdades.

A metodologia acontece em três fases:

Fase 1 (Desenvolvimento Humano) – Os beneficiários participam de dez aulas de duas horas cada, com o objetivo de desenvolver habilidades
socioemocionais e elaborar um Plano de Atitudes, que será um fio condutor para as suas mudanças de vida. Neste primeiro momento, a comunidade e o público atendido são envolvidos diretamente por meio das aulas e dinâmicas de grupo realizadas em quatro módulos: Identidade (autoconhecimento, relações interpessoais, vínculo/pertencimento e participação, direitos e rede pessoal, social e comunitária); Família (a importância da família, construção de valores, violência doméstica, relacionamentos); Mundo do Trabalho (habilidades específicas, habilidades profissionais e de cidadania, habilidades de gestão, corresponsabilidade) e Plano de Atitudes Profissionais (atitudes que transformam, transformação social, elaboração do plano de ação).
Fase 2 (Capacitação Profissional) – Cursos profissionalizantes – as
beneficiárias são capacitadas para desenvolver as competências técnicas
na educação profissional por meio da capacitação em cursos distribuídos
por segmentos de mercado como beleza, gastronomia, moda, entre outros
e Formação empreendedora – em que aprendem a elaborar um plano de
negócio, a fazer a gestão financeira, a criar estratégias de vendas e a
experimentar na prática a rotina de um empreendedor. Com base no plano
de negócios apresentado, selecionamos algumas empreendedoras para
receber um investimento do Banco da Providência para iniciar seu negócio.
Nesta fase, o público atendido já começa a colocar em prática os
conhecimentos adquiridos na capacitação, a gerar trabalho e renda.
Fase 3 (Geração de Renda) – Mentoria às empreendedoras selecionadas
para incentivo à prática do comportamento empreendedor, estratégias de
diferenciação de produtos/serviço, educação financeira – encontros mensais
com consultores do Sebrae por 06 meses. Nesta Fase, oferecemos também
Oficinas de Formação Complementar para acompanhar quem está gerando
renda via trabalho informal.

A Metodologia das 3 Fases é certificada como uma tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil desde 2019. Ela se apresenta como uma solução para os desafios da falta de acesso às oportunidades de trabalho; de cursos formais de educação profissional; de uma formação adequada para o público em situação de vulnerabilidade e que envolva desenvolvimento de competências socioemocionais e potencial produtivo; da falta de oferta de vagas de trabalho; do aumento da pobreza e, consequentemente, do desafio da desigualdade social.

As habilidades socioemocionais podem ser entendidas como um conjunto de habilidades desenvolvidas a partir da inteligência emocional dos indivíduos. As habilidades socioemocionais podem ser divididas entre emocionais (como lidamos com nossas emoções no dia a dia, aprender a lidar com o erro e com as perdas), habilidades sociais (como nos relacionamos com pessoas ao nosso redor, a cooperação e resolução de conflitos de forma saudável) e também as habilidades éticas, voltadas para o bem coletivo, o que envolve a tolerância e respeito com as diferenças.

Vídeos

Vídeos

ODS atingidos

Público direto

ALUNOS DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL EMPREENDEDORES INOVADORES FAMÍLIA

Atividades realizadas

Aula Monitoria / mentoria OFICINA Palestra

Temas

Impacto Inclusão políticas públicas

Fotos

Materiais utilizados

Equipamentos adequados às atividades práticas e estrutura de sala de aula (mesas, cadeiras, quadro, computador, impressora, etc)

Materiais utilizados

Equipamentos adequados às atividades práticas e estrutura de sala de aula (mesas, cadeiras, quadro, computador, impressora, etc)

Fundamentação teórica /referências:

Metodologia das três fases

Monitoramento e avaliação

O Programa de Inclusão Social Produtiva possui um sistema automatizado de monitoramento e gestão de resultados e indicadores por meio do qual acessam dados como perfil familiar (idade, escolaridade, cor, raça) e renda familiar (renda inicial per capita, renda final, quantas recebem programas de transferência de renda). O sistema também possibilita o acompanhamento de indicadores do programa, como: percentual de famílias que passaram a gerar renda, percentual de famílias que superaram a renda indicadora da extrema pobreza, percentual de famílias que superaram a renda do Bolsa Família, e percentual de famílias que aumentaram a renda. As microempreendedores formadas na Fase 2 são monitoradas, e as informações coletadas mensalmente durante a realização do programa e após a formação, via contato telefônico. Todos os relatórios mensais de prestação de contas aos financiadores são produzidos com base nas informações do sistema. O projeto também foi objeto de estudo de um pesquisador da Universidade de Toronto, que comprovou uma melhora significativa na condição econômica dos participantes, tanto na inserção no mercado de trabalho quanto em aumento real de renda, além de melhoras socioemocionais relevantes relacionadas à autoconfiança e ao otimismo. Os principais indicadores monitorados foram o percentual de famílias que passaram a gerar renda e o percentual de famílias que superaram a extrema pobreza.

Resultados

  • 12.502 pessoas capacitadas em educação profissional desde 2008.
  • Metodologia certificada como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil.
  • Mais de 11 mil famílias impactadas, em um total de 42.304 pessoas desde 2008.
  • Em 2021, 71% das famílias apoiadas passaram a gerar renda e 65% superaram a extrema pobreza. A renda mensal per capita das famílias participantes passou de R$ 7,74, no início do programa, para R$ 237,28, no final, o que representa um total de mais de R$ 700 mil de valor em circulação na economia em um mês, e mais de R$ 8 milhões em um ano, após terem passado pelo programa.
  • Avaliação de impacto realizada por um pesquisador da Universidade Toronto, com comprovação da eficiência e efetividade das transformações realizadas na vida dos beneficiários.
  • Metodologia das 3 Fases sistematizada por meio da produção de 8 publicações que contemplam os Cadernos das Facilitadoras e apostilas das participantes com todo o conteúdo fornecido nas aulas presenciais.
  • Convite do Governo do Estado de São Paulo para ajudar na elaboração da política pública Prospera Família, com capacitação de mais de 200 técnicos de 23 municípios que já estão impactando mais de 12 mil mulheres, visando a promover a mobilidade social por meio da inclusão produtiva.
  • Convite do Governo do Estado do Rio de Janeiro para repassar a metodologia às tutoras do Programa Desenvolve Mulher, para capacitar mais de 6 mil mulheres em cursos de educação profissional para geração de trabalho e renda.
  • Em 2021, capacitaram 19 organizações sociais que formaram mais de 600 microempreendedores com a Metodologia das 3 Fases, que já estão replicando nosso modelo de operação do programa de inclusão social produtiva e impactando milhares de microempreendedores em diversas regiões do Brasil.
  • O Sebrae escolheu a Metodologia das 3 Fases para capacitar seus consultores no programa de inclusão produtiva que é oferecido em todo o território nacional.
  • Programa premiado com o Selo Doar, Melhores ONGs e finalista do Prêmio XP.

Rede articulada pela proposta

  • Empresas;
  • Governo do Estado de São Paulo;
  • Governo do Estado do Rio de Janeiro;
  • Instituto Phi;
  • Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae);
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
Tags: Empresas; Governos estaduais; ONG/Oscip; Institutos
As ações de articulação têm como objetivo promover a integração entre os diversos atores sociais presentes em determinada comunidade. Uma rede local articulada é fundamental para garantia do engajamento dos mais diversos atores em torno de uma causa ou desafio local, além disso é uma estratégia importante para promover mudança social.

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