Projetos

Vencedor Prêmio LED 2023

Prática de campo: sonhos e possibilidades

 

Público do Projeto

Estudantes indígenas da etnia Sateré-Mawé; estudantes provenientes da Educação Rural; estudantes em situação de vulnerabilidade social.

Pessoas Impactadas

-

Objetivos

Contribuir para o desempenho e a aprendizagem dos alunos não indígenas e indígenas da etnia Sateré-Mawé, por meio das práticas de campo. O projeto visa a correlacionar as práticas docentes às experiências dos discentes, incluindo assim um número considerável de educandos. Cria-se, dessa forma, novas possibilidades, novos sonhos e novos métodos de ensino, respeitando as variadas formas de aprender. A iniciativa parte do pressuposto de que as mudanças e os sonhos são possíveis. Desta forma, por meio da prática de campo, o aluno deixa a sala de aula para deparar-se com elementos naturais, pessoas, situações-problemas e outros elementos mais alinhados à sua bagagem cultural e identitária.

Problemas Enfrentados pelo Projeto

Após um levantamento realizado junto à secretaria da escola e à escuta dos professores durante as atividades de conselhos e planejamentos anuais e bimestrais, identificou-se que a Escola Estadual Professora Maria Belém recebe anualmente uma quantidade significativa de alunos provenientes de escolas da zona rural, sendo estas situadas em áreas quilombolas, ribeirinhas e indígenas da etnia Sateré-Mawé. O município de Barreirinha está situado no baixo Amazonas, numa área que contempla um vasto território pertencente à etnia Sateré-Mawé. O número de indígenas na escola é considerável, uma vez que na área rural existem poucas escolas de nível médio, pois estes alunos possuem dificuldades em assimilar os conteúdos, interagir ou socializar. Ao pesquisarmos sobre a evasão escolar junto à secretaria da escola, percebemos que 60% dos desistentes são indígenas. Isso nos fez elaborar uma estratégia para acolher, incluir e proporcionar meios que garantam mecanismos para o desenvolvimento desses estudantes. Percebeu-se também que estes alunos têm um perfil diferente dos alunos da área urbana: são tímidos e apresentam muita dificuldade de apresentar trabalhos, seminários, socializar e interagir com os colegas e professores, o que reflete nos seus aprendizados. 

O fator central para estas dificuldades é a língua/idioma, uma vez que a língua materna (Sateré-Mawé) é a mais usada nas aldeias onde vivem esses estudantes, e, ao se depararem com o “novo” idioma (português), ficam retraídos, envergonhados. O idioma tornou-se, portanto, entrave para estabelecer uma relação aluno/professor e, consequentemente, desenvolverem as atividades em sala de aula de forma satisfatória e produtiva. Vale destacar que existem estudantes não-indígenas que também apresentam deficiências e dificuldades de aprendizagem no seu rendimento escolar e que também são incluídos nas práticas de campo para que possam desenvolver suas habilidades. Desta forma, direcionamos as práticas de campo aos alunos indígenas, quilombolas, não indígenas, sendo estes matriculados no primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Profª Maria Belém. 

Descrição da Atividade

Inicialmente as problemáticas recorrentes na escola são identificadas. A partir da identificação de uma situação-problema, alguns alunos são selecionados para participar como orientadores da prática de campo. Esta seleção se realiza a partir dos seguintes critérios: desempenho escolar, boa dicção e outras habilidades que auxiliam o professor na organização dos materiais que serão apresentados nas escolas, nos espaços formais e não formais, onde a prática de campo será realizada. 

A prática de campo acontece geralmente em comunidades ribeirinhas, sítios, praias, florestas de terra firme ou igapós. Na sequência, uma série de formalidades são realizadas, definição de locais a serem visitados, eventuais valores envolvidos na atividade, envio de documentos para os pais e/ou responsáveis, definição de datas e tipo de atividades a serem realizadas. Estas formalidades são realizadas pelos alunos colaboradores, que organizam a logística da prática de campo, assim como os slides e materiais de apoio que serão utilizados durante a atividade, e também a alimentação para os estudantes participantes. 

Para os alunos aos quais a iniciativa é voltada são distribuídas algumas tarefas, como apresentação, pesquisa e experiências que são discutidas in loco. O aprendizado acontece porque os alunos conseguem relacionar os conteúdos com a prática, ou seja, a teoria com as suas vivências recentes.

Fotos

Materiais Utilizados

-

Monitoramento e Avaliação

Depois da definição dos objetivos e metas a serem alcançadas durante a prática de campo, são elencadas as seguintes estratégias para monitorar os alunos envolvidos: 1)Observação do empenho e engajamento nas atividades; 2)Acompanhamento do roteiro proposto; 3)Coleta de relatos em campo; 4)Produção de relatórios; 5)Observação da dicção dos estudantes; 6)Domínio dos conteúdos; 7)Organização; 8)Ficha de acompanhamento avaliativo; 9)Resposta a um questionário (perguntas sobre a experiência de campo); 10)Acompanhamento dos boletins; 11)Roda de conversa sobre a prática realizada; 12)Coleta de relatos em sala de aula.

Resultados

É possível perceber que a iniciativa desperta o interesse de outros professores de diferentes áreas, fato este comprovado em atividades realizadas em comunidades próximas à sede do município. A partir dos resultados apresentados para as comunidades no entorno, por meio de painéis, fotos, vídeos e documentários, percebe-se que professores de outras disciplinas se apropriam ou aperfeiçoam os mesmos métodos e práticas para que seus estudantes compreendam melhor os conteúdos abordados em sala de aula. Na última prática de campo realizada na comunidade do “Canarinho”, constatou-se que as apresentações, os teatros e as oficinas realizadas repercutiram positivamente, gerando ótimos relatórios. Também fizemos uma trilha ecológica, com aproximadamente 28 alunos, no entorno da cidade, onde percebemos a sensibilização e a Educação Ambiental. Vale ressaltar que nesta trilha, 5 alunos indígenas foram os responsáveis pelo processo da escolha do local, o tema a ser discutido, a série, os alimentos, o transporte, dentre outros. Observa-se maior participação e interesse dos discentes, despertando um novo olhar sobre conteúdos que ora apresentavam dificuldades.

Rede Articulada pela Proposta

-

Localidades

  • Barreirinha, AM

ODS

Projetos

Prática de campo: sonhos e possibilidades

 

Público do Projeto

Estudantes indígenas da etnia Sateré-Mawé; estudantes provenientes da Educação Rural; estudantes em situação de vulnerabilidade social.

Pessoas Impactadas

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Objetivos

Contribuir para o desempenho e a aprendizagem dos alunos não indígenas e indígenas da etnia Sateré-Mawé, por meio das práticas de campo. O projeto visa a correlacionar as práticas docentes às experiências dos discentes, incluindo assim um número considerável de educandos. Cria-se, dessa forma, novas possibilidades, novos sonhos e novos métodos de ensino, respeitando as variadas formas de aprender. A iniciativa parte do pressuposto de que as mudanças e os sonhos são possíveis. Desta forma, por meio da prática de campo, o aluno deixa a sala de aula para deparar-se com elementos naturais, pessoas, situações-problemas e outros elementos mais alinhados à sua bagagem cultural e identitária.

Problemas Enfrentados pelo Projeto

Após um levantamento realizado junto à secretaria da escola e à escuta dos professores durante as atividades de conselhos e planejamentos anuais e bimestrais, identificou-se que a Escola Estadual Professora Maria Belém recebe anualmente uma quantidade significativa de alunos provenientes de escolas da zona rural, sendo estas situadas em áreas quilombolas, ribeirinhas e indígenas da etnia Sateré-Mawé. O município de Barreirinha está situado no baixo Amazonas, numa área que contempla um vasto território pertencente à etnia Sateré-Mawé. O número de indígenas na escola é considerável, uma vez que na área rural existem poucas escolas de nível médio, pois estes alunos possuem dificuldades em assimilar os conteúdos, interagir ou socializar. Ao pesquisarmos sobre a evasão escolar junto à secretaria da escola, percebemos que 60% dos desistentes são indígenas. Isso nos fez elaborar uma estratégia para acolher, incluir e proporcionar meios que garantam mecanismos para o desenvolvimento desses estudantes. Percebeu-se também que estes alunos têm um perfil diferente dos alunos da área urbana: são tímidos e apresentam muita dificuldade de apresentar trabalhos, seminários, socializar e interagir com os colegas e professores, o que reflete nos seus aprendizados. 

O fator central para estas dificuldades é a língua/idioma, uma vez que a língua materna (Sateré-Mawé) é a mais usada nas aldeias onde vivem esses estudantes, e, ao se depararem com o “novo” idioma (português), ficam retraídos, envergonhados. O idioma tornou-se, portanto, entrave para estabelecer uma relação aluno/professor e, consequentemente, desenvolverem as atividades em sala de aula de forma satisfatória e produtiva. Vale destacar que existem estudantes não-indígenas que também apresentam deficiências e dificuldades de aprendizagem no seu rendimento escolar e que também são incluídos nas práticas de campo para que possam desenvolver suas habilidades. Desta forma, direcionamos as práticas de campo aos alunos indígenas, quilombolas, não indígenas, sendo estes matriculados no primeiro ano do Ensino Médio da Escola Estadual Profª Maria Belém. 

Descrição da Atividade

Inicialmente as problemáticas recorrentes na escola são identificadas. A partir da identificação de uma situação-problema, alguns alunos são selecionados para participar como orientadores da prática de campo. Esta seleção se realiza a partir dos seguintes critérios: desempenho escolar, boa dicção e outras habilidades que auxiliam o professor na organização dos materiais que serão apresentados nas escolas, nos espaços formais e não formais, onde a prática de campo será realizada. 

A prática de campo acontece geralmente em comunidades ribeirinhas, sítios, praias, florestas de terra firme ou igapós. Na sequência, uma série de formalidades são realizadas, definição de locais a serem visitados, eventuais valores envolvidos na atividade, envio de documentos para os pais e/ou responsáveis, definição de datas e tipo de atividades a serem realizadas. Estas formalidades são realizadas pelos alunos colaboradores, que organizam a logística da prática de campo, assim como os slides e materiais de apoio que serão utilizados durante a atividade, e também a alimentação para os estudantes participantes. 

Para os alunos aos quais a iniciativa é voltada são distribuídas algumas tarefas, como apresentação, pesquisa e experiências que são discutidas in loco. O aprendizado acontece porque os alunos conseguem relacionar os conteúdos com a prática, ou seja, a teoria com as suas vivências recentes.

Fotos

Materiais Utilizados

-

Monitoramento e Avaliação

Depois da definição dos objetivos e metas a serem alcançadas durante a prática de campo, são elencadas as seguintes estratégias para monitorar os alunos envolvidos: 1)Observação do empenho e engajamento nas atividades; 2)Acompanhamento do roteiro proposto; 3)Coleta de relatos em campo; 4)Produção de relatórios; 5)Observação da dicção dos estudantes; 6)Domínio dos conteúdos; 7)Organização; 8)Ficha de acompanhamento avaliativo; 9)Resposta a um questionário (perguntas sobre a experiência de campo); 10)Acompanhamento dos boletins; 11)Roda de conversa sobre a prática realizada; 12)Coleta de relatos em sala de aula.

Resultados

É possível perceber que a iniciativa desperta o interesse de outros professores de diferentes áreas, fato este comprovado em atividades realizadas em comunidades próximas à sede do município. A partir dos resultados apresentados para as comunidades no entorno, por meio de painéis, fotos, vídeos e documentários, percebe-se que professores de outras disciplinas se apropriam ou aperfeiçoam os mesmos métodos e práticas para que seus estudantes compreendam melhor os conteúdos abordados em sala de aula. Na última prática de campo realizada na comunidade do “Canarinho”, constatou-se que as apresentações, os teatros e as oficinas realizadas repercutiram positivamente, gerando ótimos relatórios. Também fizemos uma trilha ecológica, com aproximadamente 28 alunos, no entorno da cidade, onde percebemos a sensibilização e a Educação Ambiental. Vale ressaltar que nesta trilha, 5 alunos indígenas foram os responsáveis pelo processo da escolha do local, o tema a ser discutido, a série, os alimentos, o transporte, dentre outros. Observa-se maior participação e interesse dos discentes, despertando um novo olhar sobre conteúdos que ora apresentavam dificuldades.

Rede Articulada pela Proposta

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Vencedor Prêmio LED 2023

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