Re-imaginando o Futuro da Educação  

Relatório da Unesco evidencia a necessidade urgente de repensar a educação  

Para celebrar o Dia da Educação, comemorado dia 28 de abril, o Movimento LED apoiou a UNESCO e a Fundação SM na apresentação do relatório global “Reimaginando nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação”.  

O relatório foi elaborado por uma comissão internacional independente, ao longo de dois anos, e contou com a contribuição de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, incluindo chefes de Estado, especialistas, profissionais de educação e estudantes, que foram desafiados a responder a seguinte pergunta: 

Que papel a educação pode desempenhar na formação do nosso mundo comum e do nosso futuro compartilhado?   

O Relatório propõe respostas a três questões essenciais: O que devemos continuar fazendo? O que devemos abandonar? O que precisa ser reimaginado de forma criativa?  

E aponta ainda 5 recomendações para transformar a educação brasileira:  

  1. A pedagogia deve ser organizada com base nos princípios de cooperação, colaboração e solidariedade. 

Ela deve promover as capacidades intelectuais, sociais e morais dos estudantes, para que trabalhem juntos e transformem o mundo com empatia e compaixão. Também há o que “desaprender”, como vieses, preconceitos e polarizações hostis. A avaliação deve refletir esses objetivos pedagógicos, de modo a promover crescimento e aprendizagem significativos para todos os estudantes. 

  1. Os currículos devem enfatizar a aprendizagem ecológica, intercultural e interdisciplinar que apoie os estudantes no acesso e na produção de conhecimento. 

Ao mesmo tempo, a aprendizagem deve desenvolver a capacidade de criticar e aplicar esse conhecimento. Os currículos devem abraçar uma compreensão ecológica da humanidade que reequilibre a maneira pela qual nós nos relacionamos com a Terra como um planeta vivo e como o nosso único lar. A disseminação de desinformação deve ser combatida por meio da alfabetização científica, digital e humanística, que desenvolva a capacidade dos estudantes de distinguir a falsidade da verdade. Em termos de conteúdos, métodos e políticas educacionais, devemos promover a cidadania ativa e a participação democrática. 

  1. O ensino deve ser profissionalizado ainda mais como um esforço colaborativo, com os professores sendo reconhecidos por seu trabalho como produtores de conhecimento e figuras fundamentais na transformação educacional e social.

A colaboração e o trabalho em equipe devem caracterizar a atuação dos professores. A reflexão, a pesquisa e a criação de conhecimentos e as novas práticas pedagógicas devem se tornar parte do ensino. Isto significa que a autonomia e a liberdade dos professores devem ser apoiadas, e que eles devem participar de forma plena do debate público e do diálogo sobre os futuros da educação. 

  1. As escolas devem ser espaços educacionais protegidos, uma vez que apoiam a inclusão, a equidade e o bem-estar individual e coletivo. 

Também devem ser reimaginadas para melhor promover a transformação do mundo rumo a futuros mais justos, equitativos e sustentáveis. As escolas devem ser lugares que reúnam grupos diversos de pessoas e os exponham a desafios e possibilidades que não estão disponíveis em outros lugares. As arquiteturas, os espaços, os horários, os cronogramas de aulas e os agrupamentos de estudantes nas escolas devem ser reelaborados para incentivar e permitir que os indivíduos trabalhem juntos. As tecnologias digitais devem ter como objetivo apoiar as escolas, e não as substituir. As escolas devem estruturar o futuro a que aspiramos, garantir os direitos humanos e se tornar exemplos de sustentabilidade e neutralidade de carbono. 

  1. Devemos aproveitar e ampliar as oportunidades educacionais que surgem ao longo da vida e nos diferentes espaços culturais e sociais. 

Em todos os momentos da vida, as pessoas devem ter oportunidades educacionais significativas e de qualidade. Devemos conectar os locais de aprendizagem naturais, construídos e virtuais, aproveitando de forma cuidadosa os melhores potenciais de cada um deles. As principais responsabilidades recaem sobre os governos, cuja capacidade de financiamento e regulamentação da educação deve ser fortalecida. O direito à educação deve ser ampliado para permanecer em vigor ao longo da vida e abranger o direito à informação, à cultura, à ciência e à conectividade. 

O Relatório está disponível do site da UNESCO  e na Plataforma Gente, da Globo.

 

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